Tinta de colorir amizade vez ou outra estraga a roupa da gente
Olha você solteira! A gente nessa solidão... E eu realmente não sei passar desse abraço. Que triste. Você nem faz menção Como eu faço? Quantos passos pra que vire um beijo? E pra que lado? Eu danço mal um bocado, você percebe a completa falta de jeito
Percebe o desejo, discreto, de puberdade atrasada... Fica na cara, porque desleixo: Deixo escapar uma carta
O que consigo dizer é de ser linda essa amiga E bem mais que pensava da irmã de Caetano Na minha barriga faz um frio estranho Não vejo você tendo nada comigo, Não vejo você lá todo domingo Eu, amigo, companheiro de luta, vizinho de estado O estado burguês, nossos pais, nossa vez de trabalho assalariado
Eu, amigo, não vejo você tendo nada comigo Como é que eu faço pra ter menos certeza?
E agora solteiro, o que só agora, vejo, não basta É preciso dizer que isso, pra mim, não estava na cara Estou aprendendo.
Pensei que fosse o motivo de na vez passada não termos feito maior contato Fato, talvez, não fazer o teu tipo, Fato, talvez, de quererendo entreter, Eu tenha sido, quem sabe, bem chato.
Lembra que de brincadeira pedi tua mão? Só se tudo desse errado. Eu não queria constranger, mas me divirto fazendo Quando eu nasci um anjo torto, muito torto, com asa de avião disse: Vai, velho, errando na vida, nada aqui é sério.
Vá, velho, jogar videogame, cair do skate, torcer o joelho e quebrar algum dente. Tinta de colorir amizade vez ou outra estraga a roupa da gente.
Escrito por Pablo Naranja às 15h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|