Ô, Pé atrás, já atrasaste por demais meu passo! Hoje as certezas de amor se configuram e daqui a pouco renasço. O meu cabelo torna prum novo sentido E feia será sua mãe quando for bem velha Meu filho, onde compro uma nova artéria?
A verdade é que a cidade me pariu e agora tenta me engolir Arrependida, ela acredita que, ao me fazer, fez merda Mas eu preciso me insurgir, emergir dessa golada E me agarrar na sua goela. Não me recrimine por fazer todo esse drama A cena sobre decadência era essência e necessária Por isso não se aborreça se for apenas na iminência de perder a cabeça Que a vontade de viver me acerte a testa.
Minha mãe, meu pai: uma favela. Uma lhama e um camelo não se cruzam em cativeiro E eu preocupado com o cabelo, em dilema com a fivela. Mas não serei tão bobo de fazer mentira A minha vida antes do princípio desta era Eu fui coerente, escovei os dentes muitas noites Para que agora pudesse morder da terra.
Aquele pensamento era outro Vou refazer o meu provérbio Todo amor que houver nessa vida, eu quero. Toda dor que vier de tempero, tempero. Ao tempo, às eras tenho zelo Aos deuses um apelo: Tenham dó do meu destino de mortal.
Escrito por Pelvis às 15h20
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Experimento
Ai, Aquela música não rola mais para nós.
A minha namorada, velho Vinicius Caiu no mundo, num novo acordo nosso Sem dono, sem posses.
À minha namorada, meu amigo, terei de achar um novo nome, um vocativo livre de ditames um termo que não carregue peso um possessivo que lhe confesso: eu desconheço.
Mas aos meus amigos, aos meus vizinhos, ao meu cão eterno, Por todos eu trato com meus 'meus' E nem por isso me apego de morte.
A liberdade mantem-se com eles E somos livres para estarmos juntos quando quisermos quando a puzera da força da vontade nos impele a querer urgente a textura da pele um do outro.
Eu concordo com tudo e tento Não quero ser um cabeça-dura Eu temo apenas abrir-me uma fenda E que a ela não haja condição sutura.
Escrito por Pelvis às 15h03
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