Estou sem sono E sobre o meu nome acordado
Cantando "Pablo, Pablo... Pó de meia no sapato... Pablo, Pablo"
Estou juntando rancores Pequenas raivinhas Hoje eu me chamei de agressivo. Pablo, um sujeito esquentado.
Mas sou tranquilo Os meus amigos dizem que sou Fui nomeado presidente por isso O meu sorriso de resina Reside nele a verdade sobre resistência ao impacto. Quando vier tempestade...
"Sobre mim erguerão coisas nessa gestão" Por trás de um homem franzino, um ego gordo Ora, meu povo, ao fim desse mandato estarei morto Meu osso falta cálcio Eu sou uma muralha calcárea Mas que coisa! Confundo tudo, me engodo.
Ostrogodos, visigodos, Obelix! Eu sou um bárbaro Como pelos cotovelos E falo com o cavalo em movimento
Que magro lamento! Não tinha nenhuma carne pra mascar nesse espírito repleto de goma? Faça a soma da sua existência. Eu insisto em me confundir com você. Vá, meu filho, faça. Faça por mim. Faça de cabeça, pense esse percurso Relate o que te sabe aos meus percalços
Eu amei, foi uma única vez Eu não sei nem sinto nada sobre o meu futuro Eu prefiro não ficar intuindo, Não repousar sobre o coqueiro Não ver o coco caindo Não dormir na sombra Ver, na verdade, de relance a planta Nem parar pra nada disso.
Seguindo, perdendo o repouso Usando tudo que tenho de noite piscando, o pouco que resta o dia se insinua O canto de sabe-lá-que-pássaro, eu deveria saber O zunido eterno, de fundo, da energia vindo a mim a fraqueza, o cansaço...
Meu nome é Pablo, Pablo... A franqueza, a sinceridade Hoje eu não quero dormir Quero amanhã surgir tarde Quero sujar tudo, ser puberdade Quero saber só o que não causar enjôo Não quero vomitar Queria essas condições para poder levitar, no futuro Para poder ser jovem, corresponder à minha idade Quero ficar nessa cidade Não era minha vontade voltar para onde já estive
Para quem é que me explico? Vou pôr lá em cima "Querido diário", Mas eu já quis o bem de todo o mundo Mas eu já tive o coração tranquilo Você sabe o que é sentir faltar amor?
6 de Janeiro de 2008
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Hoje é 20 de Abril, desse mesmo ano. Eu venho de um lindo casamento e mesmo antes dele, eu já jorrava de amor. Isso é o louco da vida, morrer um dia, abrir um sorriso no outro, daqui a um mês explodir de alegria e depois ver que é um tanto triste ter se espalhado em retalhos. Aí você vê que a paciência é uma grande virtude e que, no fim, é meio bobo o medo em se perder e meio que perde o sentido no apego ao rastro de migalhas.
Escrito por Pelvis às 12h37
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