"Se quiseres saber se eu volto, diga que sim Mas só depois que a saudade se afastar de mim"
Sim, serei forte, como sei que quer que eu seja E essa será minha garantia de que também serás.
Escrito por Pelvis às 00h13
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As memórias de uma vida virtual Guardam com carinho minhas esperanças de retorno
Eu não tenho vontade nenhuma de dialogar com essa manhã, Desse jeito não tem tanta graça. Eu não tenho graça nenhuma para mim. Isso é que é pior. Para quê ler livros? Quê que eu quero com esses filmes? Com essas novas canções que tento conhecer? Vou estudar pra quê? Trabalhar pra quê? Talvez vocês tenham sim com o quê se preocupar. Porque não sinto mais gosto algum em nada disso E eu não sei mesmo, juro que não sei o que agora Me fará continuar.
A gravidade do momento está contida na intensidade do negativo Quando digo que NUNCA pensei em me matar, Mas agora...
Sobre suicídio várias vezes ouvi dizer de ser um ato de coragem, Pois que sem ela não poderia haver tirada de vida, Qual o quê! Não há fraqueza maior nesse sentimento, É uma covardia sem tamanho que de mim se apodera E diz com voz macia de torturador Que daqui pra frente não vem muito mais que dor.
Eu sempre me salvei transferindo minhas chagas para as faces do papel E é assim meu jeito de diminuir em mim o que não quero. Então, talvez eu sobreviva. Talvez amanhã me chova sal no dia, E eu ganhe gosto em olhar o céu.
25 de maio de 2008
"Something in the way she moves Attracts me like no other lover Something in the way she woos me
I don't want to leave her now You know I believe and how
Somewhere in her smile she knows That I don't need no other lover Something in her style that shows me
I don't want to leave her now You know I believe and how
You're asking me will my love grow I don't know, I don't know You stick around now it may show I don't know, I don't know
Something in the way she knows And all I have to do is think of her Something in the things she shows me
I don't want to leave her now You know I believe and how"
Escrito por Pelvis às 10h58
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de Quarto das Cinzas a Jardim das Horas (que vão custar muito a passar...)
"O que quebrou nada se cola."
Quantas vezes já passamos por isso? Quanto da força nos resta? Quanto do ódio, quanto do amor? Quanto tempo falta para o fim? Mas, dessa vez, o fim da vida, mãe. Minha tia, sua mãe, pare de ligar que isso não se adia! E eu dizia... "Que o amor foi tanto, E, no entanto, eu preciso dizer..." Quis ser pleno demais para simples mortais, E, com medo da morte, Essa noite nós hesitamos.
Eu quis dizer, se não aqui, nas estrelas, Mas gaguejei e, na hora de dizer adeus, Foi "Tchau". E "O que é isso?" (...)
ELA se foi e o SOL amanheceu, Apareceu sinalizando o meu daqui-pra-frente, O meu penar.
23 de maio de 2008
Escrito por Pelvis às 20h25
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Ô, Pé atrás, já atrasaste por demais meu passo! Hoje as certezas de amor se configuram e daqui a pouco renasço. O meu cabelo torna prum novo sentido E feia será sua mãe quando for bem velha Meu filho, onde compro uma nova artéria?
A verdade é que a cidade me pariu e agora tenta me engolir Arrependida, ela acredita que, ao me fazer, fez merda Mas eu preciso me insurgir, emergir dessa golada E me agarrar na sua goela. Não me recrimine por fazer todo esse drama A cena sobre decadência era essência e necessária Por isso não se aborreça se for apenas na iminência de perder a cabeça Que a vontade de viver me acerte a testa.
Minha mãe, meu pai: uma favela. Uma lhama e um camelo não se cruzam em cativeiro E eu preocupado com o cabelo, em dilema com a fivela. Mas não serei tão bobo de fazer mentira A minha vida antes do princípio desta era Eu fui coerente, escovei os dentes muitas noites Para que agora pudesse morder da terra.
Aquele pensamento era outro Vou refazer o meu provérbio Todo amor que houver nessa vida, eu quero. Toda dor que vier de tempero, tempero. Ao tempo, às eras tenho zelo Aos deuses um apelo: Tenham dó do meu destino de mortal.
Escrito por Pelvis às 15h20
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Experimento
Ai, Aquela música não rola mais para nós.
A minha namorada, velho Vinicius Caiu no mundo, num novo acordo nosso Sem dono, sem posses.
À minha namorada, meu amigo, terei de achar um novo nome, um vocativo livre de ditames um termo que não carregue peso um possessivo que lhe confesso: eu desconheço.
Mas aos meus amigos, aos meus vizinhos, ao meu cão eterno, Por todos eu trato com meus 'meus' E nem por isso me apego de morte.
A liberdade mantem-se com eles E somos livres para estarmos juntos quando quisermos quando a puzera da força da vontade nos impele a querer urgente a textura da pele um do outro.
Eu concordo com tudo e tento Não quero ser um cabeça-dura Eu temo apenas abrir-me uma fenda E que a ela não haja condição sutura.
Escrito por Pelvis às 15h03
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Estou sem sono E sobre o meu nome acordado
Cantando "Pablo, Pablo... Pó de meia no sapato... Pablo, Pablo"
Estou juntando rancores Pequenas raivinhas Hoje eu me chamei de agressivo. Pablo, um sujeito esquentado.
Mas sou tranquilo Os meus amigos dizem que sou Fui nomeado presidente por isso O meu sorriso de resina Reside nele a verdade sobre resistência ao impacto. Quando vier tempestade...
"Sobre mim erguerão coisas nessa gestão" Por trás de um homem franzino, um ego gordo Ora, meu povo, ao fim desse mandato estarei morto Meu osso falta cálcio Eu sou uma muralha calcárea Mas que coisa! Confundo tudo, me engodo.
Ostrogodos, visigodos, Obelix! Eu sou um bárbaro Como pelos cotovelos E falo com o cavalo em movimento
Que magro lamento! Não tinha nenhuma carne pra mascar nesse espírito repleto de goma? Faça a soma da sua existência. Eu insisto em me confundir com você. Vá, meu filho, faça. Faça por mim. Faça de cabeça, pense esse percurso Relate o que te sabe aos meus percalços
Eu amei, foi uma única vez Eu não sei nem sinto nada sobre o meu futuro Eu prefiro não ficar intuindo, Não repousar sobre o coqueiro Não ver o coco caindo Não dormir na sombra Ver, na verdade, de relance a planta Nem parar pra nada disso.
Seguindo, perdendo o repouso Usando tudo que tenho de noite piscando, o pouco que resta o dia se insinua O canto de sabe-lá-que-pássaro, eu deveria saber O zunido eterno, de fundo, da energia vindo a mim a fraqueza, o cansaço...
Meu nome é Pablo, Pablo... A franqueza, a sinceridade Hoje eu não quero dormir Quero amanhã surgir tarde Quero sujar tudo, ser puberdade Quero saber só o que não causar enjôo Não quero vomitar Queria essas condições para poder levitar, no futuro Para poder ser jovem, corresponder à minha idade Quero ficar nessa cidade Não era minha vontade voltar para onde já estive
Para quem é que me explico? Vou pôr lá em cima "Querido diário", Mas eu já quis o bem de todo o mundo Mas eu já tive o coração tranquilo Você sabe o que é sentir faltar amor?
6 de Janeiro de 2008
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Hoje é 20 de Abril, desse mesmo ano. Eu venho de um lindo casamento e mesmo antes dele, eu já jorrava de amor. Isso é o louco da vida, morrer um dia, abrir um sorriso no outro, daqui a um mês explodir de alegria e depois ver que é um tanto triste ter se espalhado em retalhos. Aí você vê que a paciência é uma grande virtude e que, no fim, é meio bobo o medo em se perder e meio que perde o sentido no apego ao rastro de migalhas.
Escrito por Pelvis às 12h37
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Sobre os modernos contemporâneos
Eu não entendo muito bem essa gente Também não sei muito bem de mim Parece que querem dizer alguma coisa Parece que querem Parece que sim.
Escrito por Pelvis às 18h36
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Aos modernos contemporâneos
Quando julho passar As festas seguirão com o ano E para o ano haverá estação chuvosa. Próximo ano vocês ainda precisarão de um poeta para celebrar.
E quando perceberem que o som resiste pouco sem comunicar, Que é preciso ser barca para o sentimento, Eu sinto, Tenho a impressão, que ainda estarei por lá.
Escrito por Pelvis às 20h26
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teste
Escrito por Pelvis às 00h42
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Cansei de mim. Então, agora, serei João.
João acha tudo um absurdo. Acha inclusive achar as coisas absolutas mais um, um absurdo.
João sou eu e eu não sou tudo isso, não. Mas farei com que seja. Ele crê que arte deva ser obrigatoriamente acompanhada de mais arte. A escolta uma da outra, para que nunca se sinta só. João segue um raciocínio lógico, se a arte pode nascer, é porque morre. O mundo da arte anda muito populoso, a expectativa de vida corre alta. João encontra a solução. Ele vê que filmes de guerra devam ser mais vistos. E existem tantos filmes de guerra! João se enjôa dos efeitos especiais. Jõao tem pais temperamentais e ele acabou também o sendo.
Eu tenho o estômago frágil, João já não sei. Eu quis ser magro e me mantenho. Não quis ser fraco, mas a coisa veio. Eu me projeto em João e o faço com veias de calibre forte. Eu faço penas em João e no primeiro bis o tenho um sujeito de muita sorte. Ele voa. João será meu filho, já tenho orgulho disso. Ô menino! Quando estiver brincando com seus soldadinhos, Só não saberei o que dizer, já tenho certeza disso. Pois tendo tudo planejado nesta carta, essa farsa de arte pra que fique pro futuro...
Ele abrirá o tubo cor de prata rosqueado, terá cavado muito, claro! E lerá em voz alta... Coisa de gente que se mostra, como sei que sou Saberá precisamente cada pausa e a respiração será como os orientais mandam Ou como deus manda ou como Jesus.
- Eles todos mandam, mesmo; João obedecerá, dessa vez -
E finalmente o meu Cansaço há de se arejar, há de achar o ritmo Haverá vento, ar, haverá profetas deslocados, parecerão que sussurram, Que não têm certeza do que vêem Afinal, quem vai ver o fim num bom contexto? Esse texto não é mesmo para fugir do fim? No fim das contas, era.
Será tanto, Que tempo eu terei para deixar de ser João E tempo haverá para voltar a ser poeta.
21 de novembro de 2007
Escrito por Pelvis às 20h01
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"Venha, que o que vem é Perfeição."
Escrito por Pelvis às 22h42
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Saúdo os companheiros teias-de-aranha e poeiras!
Estou regresso para acenar meus feitos Os últimos versos levaram a crer que não levo jeito Eu prometi a mim mesmo rever meus conceitos
Eu fui, vaguei no pântano da tristeza Por lá perdi meu cavalo, meus títulos todos E nem valia pensar em princesa que se resgatasse
Subi minha manga para que não melasse Pisei reto com a canela Meu Pensamento na Fivela Senti que alguém talvez pudesse precisar de mim
Quem contará epopéias para o guri dormir? Quem amará meu bem quando o castelo cair? Eu vou daqui para alcançar o céu, esse devo ser eu Meu companheiro falecido virá alado e pedirá que lhe chame por pégaso E a poesia vai cair-me em manta Amarei, mesmo engolido por dragões!
Aventurei, fui dentro, um incêndio de um coração de santa, um silêncio.
Escrito por Pelvis às 00h06
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Projétil
Ainda hei de respeitar o meu sono E a hora de juntar os brinquedos Dos meus projetos sem planos Nos panos eu me visto de aventureiro
E tenho visto muito cão sem dono E tenho sido um visioneiro Não há coleira que vele o meu sono A fé não ponho em cigana traiçoeira
03/11/07 Pablo Pessoa
Escrito por Pelvis às 23h43
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A PRAE, através do Núcleo de Políticas Culturais, parabeniza os(as) compositores(as) e divulga as composições semi-finalistas do III Prêmio de Música da UECE. Essa fase constará de 3 (três) dias de apresentações públicas que ocorrerão nos dias 18, 19 e 20 de Setembro de 2007, a partir das 19:30 no Auditório Central da UECE. Em cada dia se apresentarão 8 (oito) candidatos, e para a fase final, serão selecionados 12 (doze) finalistas. Afinem os instrumentos, aqueçam os "gógós" e preparem-se para o maior encontro da música universitária!!! Composições semi-finalistas (ordem alfabética): - Alameda - Aqui Agora - Brincar de Amor - Bucolismo - Canção para João de Despedida - Cantando Histórias - Canto de Vida Mateira - Choro Cigano - Chuva Breve - Em Bola - Harmoniosa Canção - Hein ZÉ - O Ás de Meus Pais - Olhos Loucos e Meu Coração - O Parto - Os Sons que a Vida Traz - Serrana - Simplesmente Tudo - Sopro - Tempo e Solidão - Tempo pra Quê? - Vento da Aurora - Verdade - Voltar Informações: 3101.9676 Núcleo de Políticas Culturais da UECE
Escrito por Pelvis às 18h48
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Jazido
Eu já tenho idade para ser um pai. Não foi dessa vez, mas era bem capaz. Quem há de prever onde o nó vai se atar? Quem controla a força? A tensão? O estresse? O estágio na marinha do rapaz? Ora, disso, eu juro, eu já não morro mais É preciso ver a vida, tu duvidas? Em tudo há o convite Ceguemos para o palpite da morte Ponhamos as lentes divertidas, multicoloridas Nessa armação vão meus penhores E os senhores ceifadores a quem nunca mais farei favores.
Estamos quites Não sou mais triste Nem serei feliz Eu sou essa coisa vária Que cria e conjuga palavra Nunca aprendeu tabuada Vivo um dia por uma idéia.
A minha garota é uma índia E todas as noites bailamos com a alcatéia.
2 de setembro de 2007
Escrito por Pelvis às 22h15
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